Blog

Conceito e objeto da contabilidade tributária

A matéria tributária tem sido objeto de estudo de diversas disciplinas, cada uma delas adotando um enfoque e uma metodologia próprios de suas respectivas áreas. Nesse contexto, destacam-se a Economia, o Direito, a Contabilidade e a Administração. Há que se referir, ainda, à Psicologia e à Sociologia, que têm sido inseridas na problemática muito em função de pesquisadores das ciências econômicas, que buscam nessas disciplinas fundamentos e explicações adicionais para o comportamento dos contribuintes. Sumariamente, pode-se dizer que os economistas estudam aspectos relacionados: (1) à evasão tributária e suas causas, linha de pesquisa conhecida como tax compliance (obediência tributária); (2) à tributação ótima, onde investigam se os países devem tributar mais a renda ou o consumo; (3) eficiência econômica dos tributos, analisando como o comportamento dos agentes econômicos é afetado pelo sistema tributário; (4) a questões macroeconômicas da tributação, tais como crescimento econômico, inflação, poupança e investimento. Os juristas, por sua vez, dedicam-se mais ao estudo do sistema tributário enquanto um conjunto de normas que regem a tributação, lançando sua preocupação precipuamente em analisar aspectos relacionados à constitucionalidade e à legalidade das exigências tributárias. Os administradores abordam os tributos especialmente quando tratam de aspectos da gestão pública e de administração financeira e estratégica em geral. A Psicologia e a Sociologia têm dado importantes contribuições na análise de aspectos comportamentais dos contribuintes. Os contadores dedicam-se ao estudo de fatores relacionados às normas tributárias que impõem práticas contábeis e procedimentos de apuração dos tributos, de questões de planejamento tributário e à análise do impacto que os tributos causam nas decisões dos contribuintes. A contabilidade tributária ganhou autonomia justamente para dar suporte ao desenvolvimento de conceitos e técnicas para habilitar o contador a fazer frente à complexidade e aos desafios crescentes da área tributária. A contabilidade é a ciência que investiga o patrimônio, através da classificação de seus elementos segundo sua natureza e finalidade e através da busca de suas relações (estática patrimonial), bem como da observação, evidenciação e análise dos fenômenos patrimoniais, explicando suas causas e efeitos (dinâmica patrimonial). Tem como finalidade primordial a mensuração do patrimônio da entidade, bem como a variação dessa grandeza no tempo, o que permite a aferição do resultado da entidade em um determinado período. A contabilidade tributária é a disciplina ou o ramo da contabilidade que se dedica ao estudo dos princípios, conceitos, técnicas, métodos e procedimentos aplicáveis à apuração dos tributos devidos pelas empresas e entidades em geral, à busca e análise de alternativas para a redução da carga tributária e ao cumprimento das obrigações acessórias estabelecidas pelo Fisco. A presença dessa disciplina no currículo dos cursos de Ciências Contábeis é imperiosa, sendo encontrada também com outras denominações assemelhadas, tais como Contabilidade e Legislação Tributária, Legislação Tributária e Fiscal, e Gestão Tributária. (Extraído de Contabilidade tributária / Marcelo Coletto Pohlmann. - 1. ed. - Curitiba, PR : IESDE, Brasil, 2016.)

 

 

 

 

 

A Psicomotricidade e a Educação infantil

A Psicomotricidade no processo ensino-aprendizagem visa contribuir de forma pedagógica para o desenvolvimento integral da criança, tendo em vista o aspecto mental, psicológico, social, cultural e físico. A psicomotricidade é uma ação de finalidade pedagógica e psicológica que utiliza o movimento com a intenção de melhorar o comportamento da criança com seu corpo. O corpo é a primeira forma de linguagem para a criança, com o corpo, a criança introduz sua comunicação com o meio. Nesse sentido, Vitor da Fonseca (1988) relata que a psicomotricidade é produto de uma relação inteligível entre a criança e o meio.

Para Costa (2002) a psicomotricidade baseia-se em uma concepção unificada da pessoa, que inclui as interações cognitivas, sensoriomotoras e psíquicas na compreensão das capacidades de ser e de expressar-se, a partir do movimento, em um contexto psicossocial. Ela se constitui por um conjunto de conhecimentos psicológicos, fisiológicos, antropológicos e relacionais que permitem, utilizando o corpo como mediador, abordar o ato motor humano com o intento de favorecer a integração deste sujeito consigo e com o mundo dos objetos e outros sujeitos.

A Associação Brasileira de Psicomotricidade cita que psicomotricidade é um termo empregado para uma concepção de movimento organizado e integrado, em função das experiências vividas pelo sujeito cuja ação é resultante de sua individualidade, sua linguagem e sua socialização. A psicomotricidade pode ser determinante na educação infantil, é indispensável que a escola estimule os alunos nessa faixa etária (educação Infantil), pois é a partir disso que as crianças podem elaborar melhor seus movimentos. Estimulação da lateralidade, noção espacial, esquema corporal e até mesmo a estruturação espacial devem ser trabalhadas. A falta dessa estimulação acarreta consequências danosas ao desenvolvimento da criança. Um dos casos que podem ser notados é a lateralidade pouco trabalhada no aluno. Isso pode causar problemas de ordem espacial, por exemplo, a utilização dos termos direita e esquerda fica prejudicada entre vários transtornos que podem aparecer nesse período. É necessário que toda criança passe por todas as etapas em seu desenvolvimento. O trabalho da educação psicomotora deve prever a formação de base indispensável em seu desenvolvimento motor, afetivo e psicológico, dando oportunidade para que por meio de jogos, de atividades lúdicas, se conscientize sobre seu corpo. Segundo Barreto (2000), o desenvolvimento psicomotor é de suma importância na prevenção de problemas da aprendizagem e na reeducação do tônus, da postura, da direcionalidade, da lateralidade e do ritmo.

Wallon (2010) afirma que é sempre a ação motriz que regula o aparecimento e o desenvolvimento das formações mentais”. E ainda salienta a importância do aspecto afetivo como anterior a qualquer tipo de comportamento. Existe para ele uma evolução tônica e corporal chamada diálogo corporal e que constitui “o prelúdio da comunicação verbal.Muitas pessoas pensam equivocadamente que a psicomotricidade esteja relacionada somente ao movimento, mas não é isso. Um estudo definiu muito bem qual o valor de todo esse processo, no qual diz que “a motricidade é a faculdade de realizar movimentos e a psicomotricidade é a educação de movimentos que procura melhor utilização das capacidades psíquicas”. Ou seja, o ato de movimentar-se está diretamente ligado ao aspecto mental.Os professores precisam enxergar a criança em três dimensões, a corporal, a afetiva e a cognitiva, proporcionando um desenvolvimento evolutivo. Para o ensino da alfabetização os professores ainda tem aquela antiga concepção que para se ensinar como se faz a letra “E” é ditando “vai lá em cima faz uma voltinha e desce” tendo essa escrita como base se faz necessário a psicomotricidade, pois os movimentos e a alfabetização caminham de mão juntas, por isso em vez de os professores ficarem ditando como se faz as letras, é melhor que levem os alunos para o pátio para que as crianças passem por cima dos traçados no chão, ou até mesmo construíam letras com massinhas de modelar, pois os exercícios que são manipulados com toques pelo próprio corpo, facilitam a percepção das formas. São muitas formas de se trabalhar a psicomotricidade para que ela se torne importante no método de alfabetizar, e ajude a prevenir problemas maiores.A psicomotricidade quando envolvida com aprendizagem, traz resultados positivos, pois são através das atividades de movimentos que a criança terá a oportunidade de desenvolver cognitivamente, pois com um simples traçado de uma letra no chão, quando a criança passe por cima, ela estará assimilando este movimento, e também com um simples modelar de uma massinha, irá oportunizando a criança a movimentar seus punhos que muitas das vezes não se locomovem adequadamente, o que possibilitará a escrita da criança quando entrar na fase de alfabetização.

Bibliografia Consultada

ALMEIDA, Geraldo Peçanha de. Teoria e prática em psicomotricidade: Jogos atividades lúdicas, expressão corporal e brincadeiras infantis. Rio de Janeiro: Wak 2006.160p.

BARRETO, S. J. Psicomotricidade: educação e reeducação. 2. ed. Blumenau: Acadêmica, 2000.

BARROS, Darcymires do Rêgo; FERREIRA, Carlos Alberto de Mattos; HEINSIUS, Ana Maria. Psicomotricidade Escolar. Rio de Janeiro: Wak, 2008. 296 p.

COSTA, A. C. Psicopedagogia e psicomotricidade: Pontos de intersecção nas dificuldades de aprendizagem: Petrópolis: Vozes, 2002.

FONSECA, Vitor da. A Psicomotricidade e o desenvolvimento do ser humano. São Paulo. 1983. Disponível em: http://www.leoabreu.psc.br/02.htm, Acesso em: 09 dez. 2009.

FONSECA, Vitor da. Da filogênese à ontogênese da psicomotricidade. Porto Alegre: Artes Médicas, 1988.

GORETTI, Amanda Cabral. “A Psicomotricidade”. Disponível em: http://www.cepagia.com.br/textos/a_psicomotricidade_amanda_cabral.doc, acesso em: 04 dez. 2009.

OLIVEIRA, Gislene de Campos. Psicomotricidade: Educação e Reeducação enfoque e Psicopedágogico. Petropólis. RJ, Vozes, 1997.

WALLON, Henri, ALFANDÉRY, Hélène G. Educação-pensadores. Recife: Editora Massangana, 2010.

Uma visão do empreendedorismo no Brasil

O Empreendedorismo no Brasil, como área de pesquisa, é recente. O primeiro Encontro de Estudos sobre Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas (Egepe) foi realizado em 2000. Pesquisadores e acadêmicos interessados nos estudos sobre empreendedores e empreendedorismo não têm medido esforços para estudar esse fenômeno na atualidade. Além disso, observa-se uma visão consensual entre outros pesquisadores de que falta no cenário de produção científica em empreendedorismo um arcabouço teórico consistente, como em outras áreas do conhecimento, ou seja, não há ainda uma teoria de Empreendedorismo (Grebel, Pyka & Hanusch, 2003; Amit, Glosten & Muller, 1993; Bygrave & Hofer, 1991; Bygrave, 1989). Nos Estados Unidos, por exemplo, Kuratko e Hodgetts (2001) registraram que as pequenas e médias empresas geraram cerca de 34 milhões de novos empregos nos últimos 10 anos, enquanto as 500 maiores do ranking Fortune perderam 5 milhões. No Brasil, iniciativas de criação de novas empresas têm crescido consistentemente ano a ano, apoiadas por agências governamentais e outras fomentadoras de atividades empreendedoras.

Nesse contexto, o Brasil com suas dimensões continentais e diferenças econômicas e regionais, tem sido foco para o surgimento de diversos empreendimentos de natureza social. O favorecimento para a criação de empreendimentos sociais no Brasil segue a tendência mundial de ações que caberiam inicialmente ao Estado, mas que acabaram sendo desenvolvidas por membros da sociedade civil (RODRIGUES; RISCAROLLI; ALMEIDA, 2006).

O empreendedorismo social foi se desenvolvendo com o objetivo de prover meios de melhoria de comunidades, as quais são viabilizadas por ações voltadas para o desenvolvimento humano, social e sustável (Melo Neto e Froes, 2002). Aqui a figura do empreendedor social é apresentada como um ator social de vital importância para o êxito do empreendimento, apresentando como qualidade básica o foco de preocupação sobre as questões sociais e coletivas. A inclusão social representa outro objetivo do empreendedorismo social. Esse objetivo pode ser alcançado com o desenvolvimento de redes de colaboração solidária, que proporcionam a melhoria das condições de vida dos participantes e a emancipação social só ocorre no momento em que o indivíduo consegue desenvolver atividades de cunho econômico capazes de lhe outorgar a capacidade de gerar o seu próprio sustento.

Com a crise econômica que vem afligindo o país nos últimos dois anos, a taxa de desemprego cresceu em um número bastante considerável, e a procura por uma segunda opção de trabalho foi um meio encontrado pelos trabalhadores brasileiros para que dessa forma eles pudessem assegurar o sustento de suas famílias. Tavares e Rodrigues (2015), no assunto sobre propagação do pensamento de empreendedorismo como fomentador da economia atual, é visto como diferencial as características dos empreendedores do Brasil, deve-se observar que é necessário não estar somente ligado às novidades, mas às modificações que estão ocorrendo continuamente no universo dos negócios.

Levando em consideração a teoria Chiavenato (2005), o empreendedorismo é entendido como geração de riquezas, a força financeira, o alavancar dos planos, o incentivo de talentos, a prática de ideias, e acrescentando ainda mais: ele é o ponto de descobrimento para as oportunidades e necessita ser rápido, dessa forma, valorizando as eventuais oportunidades, antes que outros visionários o façam.

Amit, R., Glosten, L. & Muller, E. (1993). Challenges to theory development in entrepreneurship research. Journal of Management Studies, 30 (5).

Bygrave, W. & Hofer, C. (1991). Theorizing about entrepreneurship. Entrepreneurship Theory & Practice, 16 (2).

CHIAVENATO, Idalberto. (2005) Empreendedorismo: dando asas ao espírito empreendedor. São Paulo: Saraiva.

Grebel, T., Pyka, A. & Hanusch, H. (2003). An evolutionary approach to the theory of entrepreneurship. Industry and Innovation, 10, (4).

Kuratko, D.F. & Hodgetts, R.M. (2001). Entrepreneurship: a contemporary approach. Orlando: Harcourt College Publishers.

MELO NETO, F.; FROES, C. (2002) Empreendedorismo social: A transição para a sociedade sustentável. Rio de Janeiro: Qualitymark.

RODRIGUES, L.; RISCAROLLI, V.; ALMEIDA, M. (2006) Peculiaridades da análise ambiental para o terceiro setor: o caso das universidades comunitárias. Revista de Negócios, v. 11, n. 3, p.21-40.

Tavares, Larissa Ferreira, Rodrigues, Marcio Silva (2015) O Sebrae e o fortalecimento do discurso do empreendedorismo no brasil: uma análise a partir do relatório global entrepreneurship monitor (GEM). SINERGIA, Rio Grande, 19 (1): 47-55

Curta nossa Fanpage     Instagram     Vimeo     Webmail      Site 100% seguro

© - Infomar cursos online e presenciais LTDA.
CNPJ: 26.217.994/0001-96 - Todos os direitos reservados.